Meu namoro acabou em algum dia quente de abril, na véspera do que era para ser um fim-de-semana feliz. Depois de dois anos, quase dois anos e meio, de sonhos divididos naquela cama king size, enquanto assistíamos House tomando sorvete Diamante Negro.
Eu pensei que fosse para sempre, embora o fim nunca chegue de surpresa. O fim se coloca entre nós na cama, passeia de mãos dadas no shopping, aparece de repente na hora do jantar, se esconde atrás dos brinquedos do filho, está na cadeira ao lado no cinema, no pacote de presente em comemoração ao aniversário de namoro. E às vezes nem adianta se esforçar, fechar os olhos e tentar a vida toda: o fim é tão mais forte do que aquilo que tínhamos (que parecia o amor mais forte do mundo) que ele nos derruba a cada sopro, a cada nada.
Difícil é assumir que não deu certo, mas mais difícil é assumir que não deu certo e que a vida continua. Porque a vontade que dá é sentir cada vez mais pena de nós, chorar até secar, até dormir, me afogar no travesseiro e prender nele cada um dos meus sonhos calculados milimetricamente durante aquele tempo que pareceu infinito.
Esse blog falará de separação. De reparação. E de recuperação. De relacionamentos passados, presentes e futuros. Dos fictícios. Dos platônicos. Dos palpáveis. Dos cheios de sabores e cheiros. Dos que não deram certo e dos que dão certo todos os dias. Terá raiva de toda a humanidade de vez em quando, mas amará com uma intensidade cortante em quase todos os momentos.
Meu nome não interessa. Pode ser o meu, o seu, o dela, o dele. Porque, afinal, os relacionamentos são absolutamente todos iguais.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Separação e Reparação
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Um comentário:
com nome ou sem nome eu sou sua fã número um.
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